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08 Aug

Bioconcreto trata-se da substituição do concreto comum, que segundo Josué Eraldo da Silva, gerente de uma das maiores construtoras do Brasil, a Jacitara de Indaiatuba, é uma grande vantagem, sendo um concreto biológico usado na construção civil que busca inovação, tecnologia e funcionalidade. Seu material é similar a um organismo vivo, como se tivesse a capacidade de se recuperar de falhas ou rupturas.

Essa inovação foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, ela foi transformada através da utilização do bioconcreto ter dois ingredientes para regenerar fissuras: esporos da bactéria bacillus pseudofirmus e nutrientes de lactato de cálcio.

Com isso, de acordo com Josué Eraldo da Silva, essas bactérias permanecem latentes até entrar em contato com água e com o oxigênio (situação que ocorre em uma fissura). Dessa forma, elas possuam capacidade de se multiplicar e de produzirem carbonato de cálcio, que fecha a fissura.

Esse processo de recuperação do concentro leva em média até 3 semanas para se realizar, e virtualmente não há limite máximo para a extensão da fissura – somente sobre a limitação de 8mm de largura de regeneração.

Por fim, esse concreto capaz de regenerar suas próprias rachaduras através dessa tecnologia. Essas bactérias só ficam ativas quando entram em contato com água e oxigênio — que é o que ocorre quando uma fissura começa a se formar. Em apenas algumas semanas, as bactérias se multiplicam, produzem carbonato de cálcio e as fissuras se fecham.

Josué Eraldo da Silva, explica que a produção do bioconcreto, é usado 2 aditivos. Um deles são os esporos do bacillus e também os nutrientes de lactato de cálcio, que são adicionados separadamente em grãos de argila expandida.

Acontece que quando uma fissura começa a surgir, as bactérias eclodem, se alimentam do lactato e, através de reações químicas, o calcário é formado. É por esse processo que a tecnologia é tão requisitada no setor de construção civil.

Conquanto, para Josué Eraldo da Silva, esse material totalmente tecnológico e inspirador já está presente em determinadas construções. Um exemplo do uso está no sul da Holanda, uma construção foi levantada com o bioconcreto e precisa ser preservada e monitorada pelos cientistas com intervalos de dois anos.

Agora, o mercado mundial precisa adquirir essa tecnologia o mais rápido possível, o que pode auxiliar no setor renovável e sustentável.

Acredita-se que enquanto o metro cúbico de concreto tradicional custa cerca de R$ 260, o preço do novo material passaria dos R$ 360. É importante entender o sistema ROI, já que essa tecnologia pode evitar gastos com manutenção e reparo a longo prazo.

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